A presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, disse nesta sexta-feira que a farmacêutica planeja produzir até 3 bilhões de doses da vacina contra covid-19 ainda este ano. Em painel online organizado pelo King's College de Londres e a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), ela reforçou que, enquanto durar a emergência, a estratégia da companhia será fornecer somente para governos centrais, o que independe da legislação e suas eventuais modificações.

"Este ano pensamos em produzir entre 2 bilhões e 3 bilhões de vacinas. Em 2021, começamos falando em 1,2 bilhão de doses, mas esse número aumentou porque aumentamos a capacidade de produção e fizemos alianças com outras companhias", disse Díez.

A presidente da Pfizer disse que a estratégia, no Brasil e no mundo, permanece vender somente aos governos federais, por ser a melhor estratégia sanitária para conter a doença. Ela descartou, por ora, a venda para a iniciativa privada ou para Estados e municípios e disse que a decisão independe de adaptações da legislação.

Só quando controlada a pandemia, disse ela, a estratégia comercial da Pfizer poderá variar. "O Brasil tem uma legislação segundo a qual a companhia não pode vender ao mercado privado até que todos os grupos de risco estejam imunizados. Depois seria possível vender ao setor privado. Mas outros países não têm essa restrição e lá a estratégia é a mesma. É mais uma lógica sanitária do que legislativa", disse.

Mais do que capacidade de ampliar a produção, a maior preocupação para o ano que vem é com a identificação de novas variantes do vírus e a verificação sobre a eficácia da vacina contra essas mutações.

Nesse sentido, ela afirmou que as atenções da Pfizer estão voltadas para as variantes indianas, após a conclusão de estudos sobre o funcionamento da vacina ante as novas versões britânica, brasileira e sul-africana.
























Tnh1