
A Justiça reverteu em prisão preventiva o regime de reclusão do empresário Cícero de Andrade de Souza, acusado de atirar contra um garçom na praia no Francês, no último sábado (20). O pedido foi feito pelo Ministério Público Estadual, que classificou o acusado como “alta periculosidade”.
O pedido de conversão da prisão em flagrante em preventiva chegou ao plantão do Judiciário no início da manhã deste domingo e, tão logo apreciou a representação do Ministério Público, assinada pela promotora de Justiça Jheise Gama, a juíza Marcli Guimarães decidiu acatar os argumentados apresentados pelo MPAL.
O fato terminou com duas pessoas feridas. Na peça, a promotora de Justiça, com base no auto de prisão, recontou o fato, explicou que o autor dos disparos tratou mal os colaboradores da barraca de praia, tendo assediado duas garçonetes, o que gerou o envolvimento de um outro garçom e dos donos do estabelecimento comercial em defesa de seus colaborados. Sendo convidado a se retirar da barraca, irritado, Cícero de Andrade de Souza pegou o revólver que trazia consigo e deu um tapa em um dos garçons, o qual se defendeu jogando um copo contra o agressor, sendo o atendente alvejado com tiros. O atingido foi levado para um hospital, em Maceió. Já o dono do empreendimento foi baleado ao tentar anotar a placa do carro de Cícero, que tentou fugir do flagrante delito. Após perseguição policial, ele foi preso.
Outras alegações
“Ademais, o crime foi cometido em plena luz do dia em um dos principais pontos turísticos de Alagoas, após o flagranteado perturbar o trabalho de duas mulheres que estavam a ganhar seu salário honestamente, tendo as vítimas sido alvejadas por tentar defende-las da importunação”, acrescentou Jheise Gama.“
Com base em tudo isso, o MPAL apontou a conduta do autor dos disparos como tentativa de homicídio, prática de delito tipificada no artigo 121§2°, I do Código Penal.
Fonte: italotimoteo

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